CONHEÇA A CINOTERAPIA




Definição
A Cinoterapia é uma nova abordagem terapêutica que tem como diferencial o uso de cães como co-terapeutas no tratamento físico, psíquico e emocional de pessoas com necessidades especiais.
Os profissionais das áreas de saúde e educação, como fisioterapeutas, psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais e pedagogos, utilizam o cão como reforçador, estimulador e facilitador da reabilitação e reeducação global do paciente.
A diferença da Cinoterapia em relação à Equitação com Fins Terapêuticos é o tipo de estímulo dado ao paciente. «O tratamento com cavalos baseia-se nos estímulos da movimentação pélvica dos pacientes, com o andar dos cavalos, e no equilíbrio para se manter em cima do animal. Já com os cães tentamos fazer com que as crianças e os idosos realizem os movimentos que haviam sido perdidos», ressalta Heverton.


História
A descoberta desta técnica ocorreu em 1953 no consultório de Boris Levinson, quando este percebeu que, com a presença do seu cão no consultório, os seus pacientes introvertidos perdiam todas as suas inibições e medos, o que favorecia a comunicação entre o psiquiatra e os seus pacientes. Deste modo, pode-se dizer que actualmente podemos desfrutar da Cinoterapia graças a Jingles.
Mais tarde, mais concretamente em 1966, na Alemanha, houve cães que foram usados em terapias com pacientes e, no ano de 1967, Erling Stodahl, um músico cego, fundou o Centro Beitostolen, na Noruega, para a reabilitação de cegos e incapacitados, onde recorreu a cães para trabalhar com pacientes que praticavam exercício físico, sendo que muitos deles aprenderam a desfrutar de uma vida mais normal que incluía uma determinada actividade desportiva.

Em 1989, Redefer e Goodman conduziram mesmo um estudo em que crianças com autismo interagiram com um cão terapeuta, tendo demonstrado um aumento significativo dos seus comportamentos pró-sociais (CPS).
Assim, hoje em dia, recorre-se com muita frequência à Cinoterapia para o tratamento de pessoas com necessidades diferentes e características específicas.

Objetivos
Recorre-se à Cinoterapia para possibilitar ao paciente uma complementação aos tratamentos alopáticos através do contacto com o animal. Através da Cinoterapia surgem aspectos que beneficiam em grande escala a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, pois esta técnica aumenta o estímulo social, melhora o estímulo moral e táctil e promove o bem-estar físico.
Portanto, esta terapia tem como objectivo ajudar os pacientes a realizar actividades lúdicas que estimulam o equilíbrio, a fala, a expressão de sentimentos, a imaginação e o autoconhecimento, utilizando o cão como um mediador de todo o processo.

Porquê o cão?
O cão é co-terapeuta no tratamento físico, psíquico e emocional de pessoas com necessidades especiais.
Qualquer raça pode ser um co-terapeuta, inclusive cães sem raça definida. No entanto, a excelência no temperamento e sociabilidade fizeram do Labrador e do Golden Retriever as raças ideais para estas actividades terapêuticas.
As características necessárias ao animal co-terapeuta são:
·     Ser saudável;
·     Ser treinado;
·     Ser muito sociável;
·     Interessar-se pelas pessoas;
·     Não ser agressivo nem medroso;
·     Não reagir à dor causada acidentalmente ou propositadamente.
Assim, o animal co-terapeuta é aquele que é calmo, tolerante, amigável, e interessado. Para que o trabalho tenha êxito, o cão também tem de gostar da interacção com os pacientes.
Deste modo, o cão é um óptimo co-terapeuta pois não dá atenção à idade ou à habilidade física das pessoas, sendo que aceita as pessoas como são, sem qualquer preconceito.
Ou seja, o “melhor amigo do Homem” não é só um excelente animal de companhia como também pode ter um papel fundamental no dia-a-dia de pessoas com dificuldades motoras, auditivas, visuais, …
Tendo em conta estas características, o cão deve passar por cerca de 4 etapas antes de estar apto:
·     Treino de obediência;
·     Completo diagnóstico do veterinário;
·     Teste de temperamento;
·     Participação voluntária como “estagiário” em sessões de Terapia Assistida por Animais ou em programas de visitação.
Sendo que é educado para realizar tarefas que aumentem a autonomia e a funcionalidade de uma pessoa com deficiência, o cão de assistência pode especializar-se em:
·     Cão-guia: auxilia pessoas com deficiência visual;
·     Cão de alerta: avisa pessoas, por exemplo, com epilepsia, da proximidade da ocorrência de um ataque;
·     Cão para surdos: indica fontes sonoras a pessoas com deficiências auditivas;
·     Cão de serviço: ajuda pessoas com incapacidades motoras ou com problemas do foro psiquiátrico.
Consoante as características, necessidades e desejos de cada indivíduo, o cão pode ser educado para realizar determinadas habilidades, nomeadamente, retirar dinheiro do Multibanco, tirar a roupa da máquina de lavar, aconchegar o dono com uma manta, mudá-lo de posição na cama, apanhar objectos do chão e apanhá-los quando estão em locais de difícil acesso, puxar a cadeira de rodas, abrir e fechar portas, ligar e desligar interruptores e ajudar a despir determinadas peças de vestuário.


Como é que são as sessões de Cinoterapia?
Existem muitos exemplos de processos a que se recorre neste tipo de terapia, entre os quais:
·     Acariciar o cão: este simples acto é calmante para o paciente;
·     Escovar o cão: durante o processo de escovagem poderão ser trabalhados aspectos como o alongamento e a força muscular nos braços do paciente;
·     Passear o cão: ao dar um pequeno passeio de trela com o animal, o paciente poderá trabalhar a sua marcha ou motivar-se para a reabilitação;
·     Brincar com arcos: utilizam-se muitas vezes diversos utensílios e objectos de modo a ser possível trabalhar diversos aspectos e áreas;
·     Utilizar objetivos coloridos: o terapeuta poderá recorrer a objetos com cor durante as sessões (escova, coleira, bola de brincar, arco, …), promovendo, assim, a percepção de cor e até mesmo das formas.

Vantagens da Cinoterapia

A Cinoterapia tem inúmeros benefícios, sendo válida para todas as idades e circunstâncias. Todavia, no caso dos idosos, das crianças e de pessoas com transtorno global do desenvolvimento (autismo, Síndrome de Rett, Síndrome de Asperger, Síndrome de Heller, …), Síndrome de Down, deficiência mental e disfunção neuromotora, os resultados são mais satisfatórios.
Com esta terapia, as pessoas com problemas «sentem-se mais empolgadas a realizar o tratamento, pois têm a noção de estar no comando, já que quem dá a ordem aos animais são elas, havendo uma diminuição da dor e um aumento da segurança», relata Heverton. Por outro lado, os benefícios evidentes a longo prazo são o facto de as pessoas se tornarem mais abertas e comunicativas.

Fonte: http://terapianimali.blogspot.com.br/2011/01/animais-terapeuticos-e-terapias.html

10 MOTIVOS PARA INVESTIR EM GAMETERAPIA


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A evolução da medicina e as descobertas da ciência sobre o corpo humano permitiram vários avanços no campo da fisioterapia. Essa área da saúde que é tão importante no estudo, prevenção e tratamento de distúrbios na funcionalidade e biomecânica dos órgãos e sistemas humanos, cada dia apresenta novas opções para melhoria da qualidade de vida das pessoas, como a gameterapia.
Como o próprio nome já diz, essa metodologia diz respeito ao uso de videogame nas sessões fisioterapêuticas, ortopédicas e neurológicas. Já ouviu falar deste tema? Preparamos uma lista de 10 motivos pelos quais é benéfico investir nessa modalidade de tratamento. Confira!

1- A Gameterapia incentiva a atividade cerebral

A interação com os jogos de videogame permite que o paciente também faça uma atividade cerebral, pois ele precisa conhecer os desafios propostos pelo jogo, tentar ganhar e traçar estratégias, o que resulta em melhoras no quadro clínico.

2- Facilita a adaptação de crianças ao tratamento médico

Fazer sessões de fisioterapia não é fácil, principalmente para crianças, que têm dificuldade em se adaptar a rotina médica. Com o uso do videogame essa atividade será também bem mais prazerosa.

3- Torna a sessão de fisioterapia mais dinâmica e menos monótona

A gameterapia é utilizada juntamente com outros tratamentos mais tradicionais, ou seja, em sessões com 40 minutos, ela é aplicada no começo, meio ou fim da sessão, o que deixa a prática mais agradável, leve e estimulante.

4- Reduz os custos gerais do tratamento

Com a utilização da gameterapia o custo hospitalar do paciente também é reduzido, como a melhora é mais rápida, o paciente fica menos tempo em internação.

5- Une entretenimento e cuidado com a saúde

A máxima “rir é o melhor remédio” também se encaixa no propósito da gameterapia. A diversão e o entretenimento são caminhos reconhecidos pela ciência nos tratamentos de saúde.

6- Traz bons resultados em pacientes com dano cerebral

A comunidade médica tem visto com otimismo os bons resultados do uso dos videogames no tratamento de pessoas que tiveram tumores cerebrais. A resposta nas sessões de fisioterapia são potencializadas significativamente.

7- Tira o foco da dor

O uso do videogame funciona como uma distração para o paciente, já que muitos movimentos da sessão de fisioterapia tradicional acabam sendo cansativos e causam certo desconforto durante a execução.

8- Melhora o equilíbrio

Jogos com sensores de movimento tem auxiliado pacientes neurológicos e ortopédicos na melhoria do equilíbrio e coordenação motora. A concentração nas etapas do jogo é um incentivo para aperfeiçoar a resposta ao tratamento.

9- Diminui a ocorrência de depressão nos pacientes

Não é fácil passar por um tratamento de fisioterapia, por isso é comum que a verificação de quadros depressivos nos pacientes. Mas a gameterapia também é importante para reverter essa situação, médicos já observaram que a técnica reduz a ocorrência de depressão durante o processo terapêutico.

10- Amplia as alternativas de recuperação do paciente

A inserção de mecanismos de entretenimento na medicina moderna é um caminho sem volta e cheio de propostas de crescimento. Muitos especialistas em jogos estão desenvolvendo videogames para uso exclusivo na gameterapia. Um mercado promissor, que só traz melhorias para profissionais, médicos e pacientes.

Fonte: MIOTEC

CONSENSO BRASILEIRO DE FRAGILIDADE VAI CRIAR PARÂMETROS PARA OS IDOSOS

Nos últimos dois anos, capitaneado pelo professor Roberto Lourenço, um grupo de cerca de 30 pesquisadores dedicou-se a rever todos os estudos produzidos no país sobre o tema, com o objetivo de criar o Consenso Brasileiro de Fragilidade em Idosos. E por que isso é tão importante? Foi a médica americana Linda Fried que estabeleceu o “fenótipo da fragilidade”, criando medidas – os chamados marcadores – para diagnosticar o declínio progressivo do paciente, mas ainda faltam parâmetros nacionais. “Nossos dados são diferentes dos dos anglo-saxões e temos que levar isso em conta. Precisamos de pontos de corte adaptados à nossa realidade”, afirma o doutor Virgilio. No Brasil, sete mil idosos já foram estudados desde 2009, o que representa um universo muito consistente para qualquer pesquisa.
O primeiro artigo do Consenso Brasileiro de Fragilidade deve ser publicado até o começo do ano que vem na “Geriatrics, Gerontology and Aging”, a revista da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mas há amplo material para ser compartilhado com os profissionais de saúde. Os pesquisadores identificaram dois conceitos distintos, mas que se complementam. O primeiro é o da fragilidade propriamente dita, que está ligada aos aspectos biológicos. O segundo conceito é o da vulnerabilidade, que engloba outros fatores: social, psicológico, afetivo e até espiritual. Trocando em miúdos: um idoso pode estar em situação vulnerável embora não esteja frágil fisicamente. O grupo também elegeu dois marcadores para identificar a fragilidade: a velocidade da marcha, ou seja a rapidez com que o indivíduo caminha; e a força da preensão palmar, nome complicado para definir o vigor com que pegamos algum objeto. Linda Fried havia criado cinco parâmetros (além desses dois adotados, perda de peso não intencional, baixo nível de atividade física e queixas de exaustão), mas, de acordo com o doutor Virgilio, os marcadores destacados pelo Consenso Brasileiro de Fragilidade são os mais claramente ligados à mortalidade e que poderão trazer maiores benefícios à população: “quanto antes detectarmos o quadro, melhor se pode intervir, com uma resposta satisfatória antes de desfechos indesejáveis”, finaliza.

FONTE: Bem Estar

LEUCEMIA TEM REMISSÃO COMPLETA COM NOVO TIPO DE TERAPIA GENÉTICA

Uma nova terapia genética feita em pacientes com leucemia tem mostrado resultados bastantes eficazes: no estudo, publicado na "Nature Medicine", a remissão completa da doença foi alcançada em 73% dos casos avaliados.
Tratamentos que modificam células para que elas aprendam a vencer o tumor tem revolucionado medicina. O foco agora é a estrutura CD 22, presente em células malignas da leucemia.

Na imagem, o Linfócito T. Na terapia genética, cientistas modificam essa célula de defesa para que ela aprenda a combater o tumor (Foto: NIAID (National Institute of Allergy and Infectious Diseases) )

A terapia genética voltada para o sistema imunológico se prepara para ser um dos tratamentos mais promissores para cânceres hoje sem terapia. A estratégia básica funciona mais ou menos assim: 1) células de defesa são retiradas do organismo do paciente; 2) elas são modificadas geneticamente em laboratório para aprender a reconhecer o tumor; 3) as novas estruturas são injetadas novamente no organismo; 4) espera-se que o corpo tenha "aprendido" a reconhecer células cancerígenas. As informações são do G1. 

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