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CIRCUITO DE ATIVIDADES FÍSICAS PARA PACIENTES COM PARKINSON

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Voltando a falar sobre a doença de Parkinson, a realização de exercícios terapêuticos regulares é um aspecto importante do tratamento destes pacientes. Naturalmente a atividade física não irá parar a progressão da doença, no entanto pode amenizar alguns sintomas secundários como depressão e constipação, melhorar o equilíbrio, prevenir encurtamentos musculares e manter ao máximo a capacidade funcional do paciente. Os exercícios tem importância não só para os aspectos motores do paciente com Parkinson, mas também para os aspectos psicológicos e neurocognitivos.
Uma sugestão de tratamento que eu particularmente gosto muito é a realização de sessões de cinesioterapia em grupo por meio de um circuito de exercícios. Como se trata de um programa de condicionamento físico, algumas medidas importantes devem ser observadas:
#1- Solicitar atestado médico liberando o paciente para a prática de exercícios físicos.
#2- Conferir o horário da medicação para que os exercícios sejam realizados preferencialmente no “período on” para que o desempenho nos exercícios seja otimizado.
#3- Monitorização da FC e PA antes, durante e ao término do circuito.
Exemplos de exercícios que podem ser realizados pelo grupo:
*Caminhadas para frente, costas e lateral, podendo solicitar que os pacientes acelerem e desacelerem o passo.
*Marcha por um circuito de obstáculos (geralmente usa-se therabands no solo ou pequenas caixas. O objetivo é fazer o paciente dar passos “mais compridos” e passos “mais altos” alternadamente)
*Ainda treinando marcha, pode-se usar a imaginação e desenvolver atividades em que o paciente precise mudar rapidamente de direção enquanto anda (exemplo: gritando direita volver!)
*Andar sem sair do lugar, levantando os joelhos bem alto
*Pernas afastadas, mãos na cintura e rodando um bambolê imaginário.
*Arremesso de bola de vôley de um paciente para o outro ou entre o paciente e o terapeuta.
*Ainda com bola, pode-se organizar jogo de basquete (mulheres geralmente não gostam de jogar basquete)
*Exercícios resistidos com caneleiras, medicine ball ou resistências elásticas (theraband).
*Se o seu ginásio possuir, pode-se também realizar atividades com esteira ou bicicleta ergométrica.
*Podem ser feitas também atividades de sentar e levantar
*Não esqueça os pequenos músculos da mão, atividades com os dedos como subir a escada de dedos, usar massinha, catar feijão, abotoar e desabotoar a camisa, etc… Além de exercícios para a mímica facial. Nestas atividades o maior desafio será motivar os pacientes, pois são atividades meio chatas.
Estas são apenas algumas sugestões de exercícios a serem realizados em grupo. Acho que dá pra ver que o leque de possibilidades de exercícios é enorme. Use a criatividade, dá pra fazer muito mais coisas do que as exemplificadas aqui.
Fazendo minha habitual busca na internet encontrei algumas coisas interessantes:
Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com.br

CONSENSO BRASILEIRO DE FRAGILIDADE VAI CRIAR PARÂMETROS PARA OS IDOSOS

Nos últimos dois anos, capitaneado pelo professor Roberto Lourenço, um grupo de cerca de 30 pesquisadores dedicou-se a rever todos os estudos produzidos no país sobre o tema, com o objetivo de criar o Consenso Brasileiro de Fragilidade em Idosos. E por que isso é tão importante? Foi a médica americana Linda Fried que estabeleceu o “fenótipo da fragilidade”, criando medidas – os chamados marcadores – para diagnosticar o declínio progressivo do paciente, mas ainda faltam parâmetros nacionais. “Nossos dados são diferentes dos dos anglo-saxões e temos que levar isso em conta. Precisamos de pontos de corte adaptados à nossa realidade”, afirma o doutor Virgilio. No Brasil, sete mil idosos já foram estudados desde 2009, o que representa um universo muito consistente para qualquer pesquisa.
O primeiro artigo do Consenso Brasileiro de Fragilidade deve ser publicado até o começo do ano que vem na “Geriatrics, Gerontology and Aging”, a revista da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mas há amplo material para ser compartilhado com os profissionais de saúde. Os pesquisadores identificaram dois conceitos distintos, mas que se complementam. O primeiro é o da fragilidade propriamente dita, que está ligada aos aspectos biológicos. O segundo conceito é o da vulnerabilidade, que engloba outros fatores: social, psicológico, afetivo e até espiritual. Trocando em miúdos: um idoso pode estar em situação vulnerável embora não esteja frágil fisicamente. O grupo também elegeu dois marcadores para identificar a fragilidade: a velocidade da marcha, ou seja a rapidez com que o indivíduo caminha; e a força da preensão palmar, nome complicado para definir o vigor com que pegamos algum objeto. Linda Fried havia criado cinco parâmetros (além desses dois adotados, perda de peso não intencional, baixo nível de atividade física e queixas de exaustão), mas, de acordo com o doutor Virgilio, os marcadores destacados pelo Consenso Brasileiro de Fragilidade são os mais claramente ligados à mortalidade e que poderão trazer maiores benefícios à população: “quanto antes detectarmos o quadro, melhor se pode intervir, com uma resposta satisfatória antes de desfechos indesejáveis”, finaliza.

FONTE: Bem Estar